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terça-feira, 26 de agosto de 2014

Regência Nominal


A regência nominal estuda os casos em que "nomes" (substantivos, adjetivos e advérbios) exigem uma outra palavra para completar-lhes o sentido. Em geral, a relação entre um nome e o seu complemento é estabelecida por uma preposição.

É bacharel em direito. (se é bacharel, é bacharel em algo)
Tenho aversão a altitude. (se tem aversão, tem aversão a algo)
É preciso ter amor a vida. (se tem amor, tem amor a algo)
Fico feliz por você. (se fica feliz, fica feliz por alguém)
Quero sempre estar junto a ti. (se está junto, está junto a alguém)

Cabe observar que certos nomes admitem mais de uma regência, ou seja, mais de uma preposição. A escolha desta ou daquela preposição deve obedecer às exigências da clareza, da eufonia e adequar-se às diferentes nuanças do pensamento, obedencendo à gramática padrão. No exemplo a seguir, o adjetivo "acostumado", que pede um complemento (quem está acostumado, está acostumado "a algo" ou "com algo"), pode ser completado por intermédio de pelo menos duas preposições diferentes: 
Estou acostumado a essa vida agitada.
Estou acostumado com o trânsito de São Paulo sempre travado.


Ao aprender a regência de um verbo, você estará praticamente aprendendo a regência do nome cognato (que vem da mesma raiz do verbo). É o caso, por exemplo, do verbo obedecer e do nome obediente. Este verbo exige a preposição [a], que é a mesma exigida pelo nome derivado do verbo. Ex:
Devemos obedecer a lei.
Devemos ser obedientes a lei.



Da mesma forma, todos os advérbios formados de adjetivos + [mente], tendem a apresentar a mesma regência dos adjetivos dos quais derivaram. Ex: 
compatível [com] => compativelmente [com]
relativo [a] => relativamente [a]
próximo [a, de] => proximamente [a, de]


Por fim, existe também o caso em que o nome é completado por uma outra oração (frase com um verbo). Nestes casos, o complemento será intermediado por preposiçãoe por uma conjunção integrante (que, se) exercendo sua função típica de integrar orações. Trata-se das orações subordinadas completivas nominais. Ex: 
Ficamos temerosos de que você demorasse muito.
Ficamos temerosos sobre se você demoraria muito.


Para identificar facilmente os casos de orações subordinadas substantivas, basta verificar se a substituição da oração pelo termo ISSO é adequada. Ex: 
Ficamos temerosos dISSO (de + ISSO).
Ficamos temerosos sobre ISSO.

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